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No 50º aniversário da fundação
Dar à notícia a celebração pública
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Há 50 anos, no dia 25 de Outubro de 1958, o jornal «Notícias da Amadora» foi pela primeira vez apregoado na rua. Surgia o periódico que durante 48 anos havia de celebrar a notícia sem se deixar amordaçar, mesmo nos 16 anos de ditadura e obscurantismo em que se publicou. Um jornal que exaltou a queda do regime fascista em 25 de Abril de 1974 e que viria a soçobrar em democracia. Esta é uma das muitas contradições e fragilidades do regime democrático, a contingência do arbítrio que nega ou enfraquece a própria democracia.
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Nota Semanal

Um registo
Assinalar o 50º aniversário da criação do «Notícias da Amadora» traduz o reconhecimento do papel que desempenhou no país, durante 48 anos.
Decidimos fazê-lo desta forma singular, concitando os últimos dos colaboradores a registarem aqui a efeméride. Nem todos tiveram disponibilidade para o assinalarem por escrito.
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Antes de celebrar meio século

O «Notícias da Amadora» como escola de cidadania
Esta semana, na 5ª feira se o «Notícias da Amadora» se publicasse faria 50 anos. Fechou antes de celebrar meio século. Proeza cada vez mais difícil de alcançar pelos jornais. Mesmo assim é possível lê-lo pelos meios que as tecnologias permitem. As mesmas que fazem concorrência ao tradicional jornal de papel.
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Cultura

Em louvor de João Abel Manta
O nosso maior desenhador humorístico e talentoso ilustrador fez 80 anos este ano e a Assírio & Alvim acaba de publicar uma lindíssima antologia deste mestre, um tributo mais do que merecido a alguém que pode emparceirar com Rafael Bordalo Pinheiro ou Leal da Câmara: “João Abel Manta, Caprichos e Desastres”, por João Paulo Cotrim, Assírio & Alvim 2008.
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Crítica de TV

A Feira
Quando em 58 o inesquecível e inesquecido Orlando Gonçalves arrancou com o “Notícias da Amadora”, a televisão portuguesa, então consubstanciada apenas na RTP, estava ao estrito serviço da ditadura fascista, pelo que dela em princípio nada de bom haveria a esperar não apenas na área da informação,...
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Notícias da Amadora

Entre o afecto e a lucidez, uma reflexão em 2008
Há trinta anos comecei eu a escrever em jornais. Depois de algumas aventuras juvenis em jornais escolares, chegou o mês de Agosto de 1978. A propósito da morte apenas civil do poeta Ruy Belo, escrevi um poema que enviei a Carlos Pinhão.
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Notícias da Amadora

Memória e saudação
Após a paragem da publicação em suporte de papel, será que se sente a falta do «N.A.»?
Tendo em conta o panorama da imprensa escrita que temos, será que existe o vazio resultante da ausência do «N.A.»?
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Ponto Político

A coisa
Encontrei há tempos os resultados de um trabalho elaborado por uma importante empresa de estudos de mercado, segundo o qual mais de 47% dos portugueses lêem habitualmente jornais regionais.
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Ponto Político

A cidade vem a seguir...
Não nasci aqui, mas sinto-me de cá! É assim que me vejo perante esta cidade onde vivi os últimos 34 anos da minha vida. Como parte dela, daquelas partes que a fazem no seu dia a dia, que compõem o seu ser, que incluem a sua matéria, e por isso me preocupo. Porque como em todos as coisas vivas, as partes compõem o todo e sem uma delas a composição deixa de funcionar na plenitude.
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Design

Emagrecer (in) Design
Embora possa parecer uma perda de tempo,na verdade é preferível ter uma conversa demorada antes da produção,
do que um discurso zangado no final.
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Censura 16 revela 28 por cento das provas do arquivo de Censura (1958-1974) do Notícias da Amadora. É constituída por 40 cadernos (960 páginas A4), onde se reproduzem, algumas delas também fac-similadas, 781 peças jornalísticas. Um documento único (leia aqui os temas tratados) que insere textos assinados por 222 pessoas, o que representa 44,2 por cento das pessoas que subscreveram textos destinados ao Notícias da Amadora e que sofreram cortes da Censura de António Oliveira Salazar e Marcelo Caetano.
Daniel Melo, historiador e investigador associado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, leu e reflectiu sobre a colecção Censura 16. O artigo foi publicado na edição de Notícias da Amadora, em 10 de Março de 2005. Pode lê-lo aqui: A comunicação distorcida (ou a censura exemplar ao jornal Notícias da Amadora, 1958-1974).
O Notícias da Amadora foi em 2005 e 2006 mais uma vez alvo da censura, o que atesta que esta não é um fenómeno do passado. Hoje deixou de usar o lápis azul, para passar a exercer-se pelo corte sistemático da publicidade e pelo estrangulamento financeiro de empresas detentoras de publicações que tenham uma orientação editorial alternativa ao pensamento único. A censura de Salazar e Caetano não conseguiu calar o Notícias da Amadora. Mas a censura económica actual obrigou à suspensão da edição impressa do jornal. Mas o Notícias da Amadora mantém-se presente neste sítio. A redacção do jornal, os seus colaboradores e os Amigos do Notícias da Amadora desencadearam iniciativas e acções para contrariar as atitudes persecutórias. Entre elas, um abaixo-assinado contra a Censura ao jornal, que pode ler aqui, como ver duas ilustrações alusivas à censura dos nossos dias.
Anexos: Ilustração 1 Ilustração 2
O seu apoio ao Notícias da Amadora faz a diferença.
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